True crime – Um fenômeno digital

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Photo by Maxim Hopman on Unsplash

O gênero “true crime”, ou narrativas baseadas em crimes reais, tem ganhado cada vez mais adeptos entre os consumidores da cultura pop e de entretenimento de maneira geral, conforme mostraram o jornal Folha de S.Paulo e portal do Jovem Nerd.

Diferente dos livros e filmes criados a partir de histórias de ficção, o “true crime” aborda acontecimentos reais, com levantamento de documentos, testemunhas e avaliações psicológicas dos autores dos crimes, com precisão e detalhismo.

Roteirizados e com narrativas que prendem a atenção, o interesse por esses fatos têm chamado a atenção não só do público, como também têm gerado receita e visibilidade a grandes produtoras e streamings mundiais, como a Netflix e o Spotify.

Apenas nos últimos 90 dias, o sistema analítico BITES levantou que 7.209 menções foram realizadas no Twitter sobre o assunto, com um alcance de mais de 22 milhões de pessoas. No Google Trends, o tema também apresentou relevância nos últimos 12 meses, com picos de busca sobretudo quando novos episódios ou filmes eram lançados. O Rio de Janeiro, a Bahia e São Paulo são os três os estados que mais buscaram pelo tema. 

Mas por que o tema desperta tanta curiosidade? De acordo o Prof. Dr. Avelino Rodrigues, do Departamento de Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da USP, “o prazer de assistir tais filmes resulta da identificação — não consciente — do espectador com o conteúdo do filme”. 

As principais plataformas do mundo seguem atentas a isso: no Spotify, por exemplo, existem cerca de 36 programas sobre o tema, sendo 8 de criação da própria plataforma. Entre os podcasts mais populares estão “Modus Operandi”, “Praia dos Ossos” e “Assassinos em série”. Já entre as séries, as favoritas são “Cena do Crime – Mistério e Morte no Hotel Cecil”, “Conversando com um serial killer: Ted Bundy” e “O Caso Gabriel Fernandez”.

BITES – Dados para decisões