COVID-19 | Na pandemia, comprar desperta mais interesse do que vender

COVID-19 | Na pandemia, comprar desperta mais interesse do que vender

Por Ana Luiza Agostineto Tetzlaff

Nos últimos 28 dias, segundo o Sistema Analítico BITES, a palavra mais procurada no Google Brasil foi Whatsapp, que sozinha respondeu por 7% das buscas, sendo que Whatsapp Web representou 4% desse total. Coronavírus ficou com 4% e Bolsonaro com 1,1%, resultado superior aos 0,07% para o ministro Luiz Henrique Mandetta.

No período de 09 de março a 04 de abril, o tráfego nos 100 maiores sites da Internet brasileira cresceu 13%. E nesse cenário, outro fenômeno também chamou atenção.

As consultas no Google para a palavra-chave comprar despertaram cinco vezes mais interesse do que vender. No campo da intenção de compra, o maior desejo era por máscaras, seguido de álcool gel e cloroquina, o remédio defendido pelo presidente Jair Bolsonaro como um dos caminhos para enfrentar o Covid-19.

Na categoria de vendas, as pessoas buscaram por como vender no iFood, revelando uma alta preocupação com a possibilidade de desemprego em função da pandemia.

Também foi possível identificar consultas por “como fazer trufas para vender”, “como fazer bolo de pote para vender” e “como vender na quarentena”.

No Twitter, o padrão se manteve. Nos últimos 30 dias foram publicados 1,6 milhão de tweets com a expressão comprar e 321 mil com vender.

MAGALU
Algumas empresas entenderam o momento de ansiedade dos brasileiros e criaram opções para quem estava em casa. Lançado na última terça-feira (31/03), a iniciativa do Magazine Luiza “Parceiro Magalu”, que permite a qualquer pessoa criar uma loja dentro do marketplace da empresa, transformando o aliado em um vendedor comissionado, está sendo uma das ações mais buscadas no Google Brasil quando também se procura pelo termo vender. O aumento foi de 1.150% nos últimos 7 dias.

DESEMPREGO
Em 30 de março passado, BITES mediu o interesse do Brasil por seguro desemprego. Na data, as buscas pelo benefício no Google alcançaram o maior número do último ano. Hoje, o recorde da semana passada foi quebrado. O interesse pelo tema está, proporcionalmente, 20,5% maior do que o período anterior.

BITES – DADOS PARA DECISÕES